Reflexões sobre a autoimagem e a autoestima
- Valéria Moreira
- 20 de jan. de 2020
- 4 min de leitura
A autoimagem é a percepção que cada pessoa tem sobre si mesma.
Apesar de conter a palavra imagem, que significa « representação de forma de uma pessoa ou de um objeto », a concepção de autoimagem vai além do que pode ser percebido fisicamente. Na realidade a autoimagem compreende a percepção da nossa representação externa e interna, ou seja, como nos percebemos em relação ao nosso caráter, à nossa personalidade, às nossas capacidades, qualidades e defeitos, à nossa aparência, entre outros aspectos ligados à nós mesmos.
A autoimagem tem relação direta com a nossa autoestima. Ou seja, a maneira como eu me vejo vai influenciar diretamente na estima que tenho por mim mesma e em como eu me avalio.
A forma como nos vemos e nos avaliamos depende de diversos fatores primordiais, entre os quais penso serem os mais importantes:
- A relação primitiva com a mãe (ou qualquer cuidador que desempenhar a função materna)
-A interferência do meio familiar e social onde crescemos e vivemos.
No texto de hoje vou desenvolver mais sobre a influência da relação primitiva com a mãe, na formação da nossa autoimagem e autoestima, deixando os fatores ambientais e sociais para serem abordados no próximo texto.
A relação mãe x bebê tem no início da vida para a criança, representatividade de uma unidade. Esta fase, que dura do zero ao terceiro ou quarto mês aproximadamente, é compreendida pela Psicanálise como uma fase de simbiose ou de indiferenciação, ou seja, o bebê ainda não consegue se perceber como uma unidade, um indivíduo-individual. Portanto, é a mãe que proporciona ao bebê um ambiente acolhedor e protetor, acalmando suas angústias.
É por isto que neste momento do desenvolvimento, o rosto e o olhar materno são de extrema importância para o sujeito, e tem relação direta com a autoimagem e consequentemente com a autoestima ; Isto porque eles serão o primeiro espelho para a criança.
Portanto, todo o investimento afetivo depositado no ato de olhar com carinho e de sorrir, bem como o tom da voz utilizado para conversar, o contato com a pele e todos os movimentos de afeto nesta troca mãe x bebê, vão ajudar o sujeito, no futuro, a se enxergar com maior positividade.
Em outras palavras eu diria que este reflexo saudável é experienciado pelo bebê de forma muito agradável, isto porque, se a mãe e o bebê formam, para este último, uma unidade, o bebê perceberá como dele mesmo todo este afeto e constituirá sua autoimagem e autoestima com mais confiança em si.
O contrário, como por exemplo, ter uma mãe na maior parte do tempo deprimida ou raivosa, pode deixar marcas na forma como o sujeito vai se enxergar mais tarde, pois no início da vida seu espelho/mãe refletia imagens hostis.
Com isto, eu não estou afirmando que as mães devem estar sempre bem e que elas não têm o direito de se entristecer, de sentir medo e dúvida. Sabemos que a maternidade real é um desafio muito grande e que pode desencadear muitos sentimentos que vão desde a depressão à despersonalização; e que conectar-se e assumir estes sentimentos pode ajudá-la a conversar com as pessoas do seu ciclo familiar e buscar ajuda psicológica quando necessário.
Ter esta noção de fragilidade psíquica , bastante comum após o nascimento de um bebê, assumi-la e poder falar e compreender tais sentimentos, ajudará a mulher a não se culpabilizar e a separar o que é seu e o que ela escolhe transmitir ao bebê.
De qualquer forma uma mãe «suficientemente boa», expressão utilizada pelo Psicanalista inglês Donald Winnicott, é aquela que se adapta ao bebê, mas que percebe, com o passar do tempo, que pode começar à frustrá-lo, não respondendo imediatamente à todas as suas demandas.
São estas frustrações que ajudarão o bebê a perceber que a mãe é uma pessoa separada dele e que ele deve aprender a esperar (fase de separação e individuação). Esta consciência de separação que nasce das frustrações, ajudarão a criança à aprender a « lutar » pelo que deseja de formas mais variadas, e não apenas pelo choro.
Frustrar pouco a pouco uma criança vai impulsioná-la no desenvolvimento da auto confiança, influenciando vários âmbitos de sua vida, como por exemplo no desenvolvimento da linguagem e dos primeiros passos. Isto acontece quando a mãe não lhe responde prontamente à todas as suas demandas porquê compreende que a criança já tem condições de esperar ou de criar meios para realizar o que deseja.
Portanto, se analisarmos as fases de simbiose e de separação e individuação compreenderemos que receber da mãe/espelho um olhar/reflexo acolhedor e amoroso vai proporcionar à criança posteriormente, uma boa autoimagem e autoestima, e assim uma busca mais segura na descoberta do mundo, mesmo quando ela for frustrada. Estas duas fases contribuirão para que a criança siga caminhando rumo à sua independência.
Na medida em que a criança vai se independizando, todo o meio familiar e o ambiente onde ela se desenvolve também ganham extrema importância para como ela se vê e se avalia.
E é sobre os atravessamentos e a influência da família e da sociedade que falarei no próximo texto, para continuar minha reflexão sobre autoimagem e autoestima.
Boa leitura
Denise GAELZER MAC GINITY
Psicóloga Clínica/Psicanalista em Paris
Telefone : 06 68 08 12 80
degaelzer@gmail.com




L'impact des couleurs sur l'estime de soi : une approche psychologique méconnue
Votre article soulève des points essentiels sur l'autoimimage et l'estime de soi. J'aimerais compléter cette réflexion en abordant un aspect souvent négligé : l'influence psychologique des couleurs sur notre perception de nous-mêmes. La chromothérapie, discipline émergente en psychologie positive, révèle des connexions fascinantes entre les teintes que nous choisissons et notre état mental.
La neuroscience des couleurs et l'identité personnelle
Des études récentes en neuroscience cognitive démontrent que certaines couleurs activent des zones spécifiques du cerveau liées à l'estime de soi. Le rose poudré, par exemple, stimule la production de sérotonine tout en réduisant les niveaux de cortisol. Cette teinte douce favorise un sentiment d'apaisement intérieur qui se…